11 de fevereiro – Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência
Data da publicação: 11 de fevereiro de 2026 Categoria: Notícias
Professora Giovanna Guedes, docente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Informação, bolsista de produtividade em pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e coordenadora do Observatório Científico da Universidade Federal do Ceará (ObservaUFC)
No dia 11 de fevereiro, comemora-se o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. A data foi instituída em 22 de dezembro de 2015, pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), com o objetivo de conscientizar a sociedade de que a ciência e a igualdade de gênero precisam caminhar juntas.
No Brasil, a participação das mulheres na ciência é crescente e expressiva em todas as áreas do conhecimento. Segundo dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), com ano-base de 2024, 54,46% dos estudantes matriculados em cursos de pós-graduação são do sexo feminino.
A professora Giovanna Guedes, docente do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Informação, bolsista de produtividade em pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e coordenadora do Observatório Científico da Universidade Federal do Ceará (ObservaUFC), destaca os desafios e as oportunidades para as mulheres na ciência. Segundo a docente, os desafios enfrentados pelas pesquisadoras são imensos, especialmente nas Ciências Humanas. A luta para legitimar estudos e trajetórias acadêmicas é complexa e histórica, envolvendo questões culturais e estruturais, além de estereótipos ainda presentes no imaginário social sobre o fazer científico, muitas vezes restrito à ideia de laboratórios.
As pesquisas nas humanidades demandam rigor teórico e metodológico, análise crítica e atenção constante às tensões sociais, concentrando-se na capacidade de identificar conexões entre o ser humano, sua atuação social e os impactos dessa atuação em diferentes contextos de conflito. Para a professora, é fundamental ampliar as oportunidades baseadas na equidade e no respeito, garantindo igualdade de acesso a vagas, financiamento, tempo de fala e escuta. “Capacidade não nos falta”, reforça.
Neste 11 de fevereiro, parabenizamos todas as pesquisadoras do Centro de Humanidades, profissionais dedicadas à produção de ciência de qualidade nos mais diversos campos do conhecimento. Viva as mulheres e meninas na ciência!
